Caminhos do Ribatejo:

O 4º fim-de-semana de Setembro marcou o início de uma série de eventos, que visam dar a conhecer e promover a infinidade de oportunidades turísticas que a região do Ribatejo tem para oferecer.

A organização, levada a cabo pela Caminhos do Ribatejo, reuniu uma panóplia de destacados jornalistas e promotores turísticos, nacionais e internacionais, que se deliciaram com um fim-de-semana de sonho por terras onde o toiro e o cavalo lusitano são só uma parte de tudo aquilo que se pode conhecer e desfrutar.


O fim-de-semana teve início com um estupendo passeio, pelo rio Tejo a bordo de dois barcos que realizam estes percurso habitualmente. As duas empresas, Filhos do Vento e Ollemturismo, proporcionam agradáveis passeios, num ambiente acolhedor e familiar, fazendo-nos sentir quase parte da tripulação. João de Oliveira e Sousa e Madalena Viana fazem as honras e são os anfitriões desta viagem onde se podem apreciar as luxuriantes margens do rio, cavalos e toiros a pastar nos mouchões do Tejo ou pescadores na sua labuta diária. Não falta também a oportunidade de observação da fauna ripícola, nomeadamente aves aquáticas, como águias pesqueiras e outras aves migratórias (gansos, garças, …).


Após o passeio pelo rio, seguiu-se a visita à Companhia das Lezírias, instituição lendária no Ribatejo, onde se puderam constatar as possibilidades quase ilimitadas, que uma propriedade com 20 mil hectares pode oferecer tanto ao nível turístico como agrícola. Aqui são produzidos os mais diversos produtos agrícolas, quer vegetais quer animais. O vinho, que existe na Companhia há mais de 120 anos, é hoje em dia um dos sectores em que a empresa aposta fortemente. Foram feitos esforços na modernização de vinhas e adega, os quais, tendo em conta os vinhos provados, estão a ter resultados bastante positivos. Os vinhos estão num patamar de qualidade elevado, com um perfil moderno e conservando preços que os tornam extremamente competitivos nos mercados quer a nível nacional quer internacional.
A Caminhos do Ribatejo, que promoveu este evento, é uma jovem e ambiciosa associação de empresários da região, ligados à actividade turística e à produção e comercialização de produtos locais e das Associações de Desenvolvimento “Aproder” e “Charneca”. Os objectivos são a promoção do desenvolvimento sustentado do sector turístico ribatejano, designadamente através da organização de eventos; promoção da região, no mercado interno e externo, promoção de bens e serviços, dos seus associados e informação e apoio aos turistas e profissionais de turismo.


O portal da Caminhos do Ribatejo, www.caminhosdoribatejo.com é um cartão de apresentação desta associação e dos seus associados. Contém todas as informações e permite ao utilizador a pesquisa rápida sobre as ofertas de alojamento, produtos típicos, restauração e animação turística da região. Este portal permite, ainda, a realização de reservas para os diferentes serviços/produtos disponibilizados. É portanto um convite a todos os que desejem visitar esta região de tradições bem portuguesas e que pode proporcionar tempos de descontracção salutar a todos os que a visitem.

 

Paradoxo Vitivinícola :

O sector vitivinícola português vive, de há uns anos a esta parte, um paradoxo importante, que obriga a uma reflexão sobre o futuro dos vinhos em Portugal. Por um lado, os eventos vínicos multiplicam-se no nosso país, os cursos de vinhos esgotam com grande rapidez e os apreciadores de vinhos aumentam, podendo mesmo dizer-se que “o Vinho está na moda!”. Paralelamente, verifica-se um decréscimo do consumo global de vinho em Portugal.

 


Estes factos que, à partida, poderão parecer contraditórios, revelam na realidade uma alteração dos padrões de consumo de vinho, notória também noutros países tradicionalmente produtores. Esta alteração deve-se, essencialmente, às mudanças no perfil sócio-demográfico, nomeadamente à diminuição da população rural, ao aumento da população activa feminina e à diminuição do poder de compra. Todos estes factores, têm uma forte repercussão na frequência de consumo.
Como resultado, actualmente, verifica-se um aumento dos não consumidores e dos consumidores ocasionais e uma diminuição dos consumidores regulares. Associada à diminuição dos consumidores regulares está a diminuição do consumo de vinhos de mais baixa qualidade. Por outro lado, o aumento de consumidores ocasionais levou ao aumento de consumo de vinhos de patamares qualitativos mais elevados, o que acaba por ser natural, pois o facto de consumirem menores volumes, permite-lhes despender mais algum dinheiro na compra de melhores vinhos.


A juventude, aliciada por outro tipo de bebidas, deixa cada vez mais de beber vinho, o que está patente no facto de o segmento dos não consumidores ser, maioritariamente, constituído por jovens. Os consumidores ocasionais, são preferencialmente das faixas etárias intermédias. É neste segmento que são mais notórias as alterações do modo de vida e de trabalho das populações, nomeadamente devido ao aumento da urbanização e da sedentarização, pelo que o consumo de bebidas alcoólicas não se coaduna com o modo de vida adoptado.
Na alteração do consumo, verifica-se ainda que, actualmente, 2 em cada 3 garrafas de vinho vendido em Portugal são-no nas médias e grandes superfícies e a preferência é para vinhos de qualidade. Mais recentemente, a preferência vai para vinhos em “bag-in-box”, o que resulta da sua fácil arrumação em casas com pouco espaço e da capacidade de manter o vinho em boas condições durante um largo período de tempo, permitindo ao consumidor beber uma pequena quantidade de vinho por refeição, sem correr o risco de este “azedar”.
Os locais de consumo, também têm sido alterados, verificando-se um aumento de consumo em casa, em detrimento do consumo em restaurantes. Este facto é consequência dos elevados preços praticados pela restauração, que são, em regra, mais que 2 vezes superiores ao preço de compra. À excepção dos preços praticados na restauração, o que se verifica é que os preços dos vinhos se mantêm inalterados há já alguns anos.


Perante este novo quadro, parece imprescindível encontrar formas para reverter esta diminuição do consumo, sob pena de vermos desaparecer um dos mais antigos e tradicionais produtos portugueses e cuja produção tem ainda uma forte expressão na economia agrícola do nosso país. Numa sociedade em que dominam os não consumidores e os consumidores ocasionais, cujas preocupações com a saúde são crescentes, cabe aos agentes do sector criar produtos mais apelativos e atractivos para os consumidores e que salientem os aspectos benéficos do vinho para a saúde
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Mostra Nacional de Vinhos - Alcobaça:

Mostra Nacional de Vinhos – Mosteiro de Alcobaça

Com Cerimónia Oficial de Apresentação dos Vinhos desenvolvidos no IV Mestrado em Viticultura e Enologia

 

Sábado, 10 de Março 2007

11:00

Abertura da Mostra de Vinhos – com degustação

15:30

Apresentação Pública dos Trabalhos dos Alunos do IV Mestrado em Viticultura e Enologia

18:30

Actuação do Coro do Instituto de Canto Gregoriano de Lisboa

19:30

Apresentação Oficial dos vinhos desenvolvidos no IV Mestrado em Vitivinicultura e Enologia

Comentador: Prof. Virgílio Loureiro, ISA

20:30

Jantar Volante, com retoma da Prova de Vinhos

22:00

Encerramento da Mostra de Vinhos

 

Renovação da Direcção APJE:

Em Assembleia Geral, no passado dia 8 de Janeiro de 2007, foi eleita uma nova direcção da Associação Portuguesa de Jovens Enófilos (APJE).

A direcção eleita tem caras novas, que trazem ideias e energias renovadas, dando assim continuidade ao trabalho da anterior direcção e reavivando a inovação e o espírito criativo e arrojado que sempre caracterizaram esta associação.

Fundada em 1994 por antigos alunos do Instituto Superior de Agronomia, a APJE é uma associação privada e sem fins lucrativos, cujos objectivos principais são, segundo os seus estatutos, a promoção dos valores da cultura do vinho e o fomento de um consumo inteligente do mesmo junto das camadas jovens da sociedade.

Com este objectivo a APJE continuará a promover várias actividades, entre as quais os diversos Cursos de Prova de Vinhos, que abrangem desde os curiosos (Níveis 0 e 1) até aos enófilos mais conhecedores (Nível 2 e Cursos Temáticos), passando por aqueles que acham que não há horas especiais para ter uma conversa agradável, provar um bom Vinho e aprender algo acerca deste (Curso 0 às 6). Continuaremos com as viagens pelo Portugal vitivinícola, que levarão os participantes às vinhas e adegas onde são produzidos alguns dos melhores e mais conhecidos vinhos portugueses. Numa vertente mais didáctica, serão organizados seminários temáticos em torno do Vinho.

Por fim, a aposta na divulgação da imagem APJE e das actividades por ela promovidas, realizada pela última direcção, será continuada principalmente através do site mantendo-o sempre dinâmico e apelativo e criando também uma newsletter, que manterá os sócios informados de tudo de novo que se passa na associação.

 

ENOVIT.07:

A 4.ª edição do ENOVIT Portugal realizar-se-á de 11 a 13 de Janeiro de 2007, na FIL – Parque das Nações – Lisboa, para acompanhar todos os profissionais da área da viticultura e enologia nas profundas mudanças que o sector está a atravessar. Este é um salão bienal organizado pela IFE Portugal. Este salão internacional integrado na rota europeia das feiras do sector já beneficia da certificação “UFI Approved Event”, na sua edição de 2007.

O salão é composto por uma área de exposição que congrega mais de 200 expositores nacionais e internacionais do sector, em paralelo decorrem conferências no âmbito da viticultura e da enologia, cujas temáticas evidenciam a “Nova Organização Comum de Mercado (OCM) da Vinha” e o “Ajustamento da Produção às Dificuldades do Mercado”.

O ENOVIT conta também com a adesão de vários produtores que terão as suas adegas abertas para receber os visitantes do evento. Consta de 3 dias para visitar, debater e analisar os 3 eixos principais:

- A terra e a condução da cultura da vinha (material de tracção, material de cultivo da vinha, viveiristas, produtos fitossanitários, adubos, material de poda e de vindima);

- A adega e a elaboração do vinho (material de transporte e recepção da vindima, cubas, barricas e balseiros, adegas, material de laboratório, higiene, manutenção, logística);

- O mercado do vinho (engarrafamento, embalagem, rótulos, rolhas, marketing e comunicação, comercialização, formação, informática, consultores, finanças e seguros);

Assim, a ambição do ENOVIT é clara: ser um mundo de ideias e de soluções ao serviço de todos os profissionais da fileira da vinha e do vinho.

 

Curso de Prova das 0 às 6, "com Copos":

A APJE volta a surpreender!!!

Desta vez com um curso inédito, pelo horário da sua realização, e que prova que não há horas para se provar bons vinhos e conversar agradavelmente sobre estes e tudo o que os rodeia.

Foi então no passado dia 27 de Maio de 2006, das 00:00 ás 06:00 que se realizou o Curso de Prova das 0 às 6 "com Copos". Este curso teve lugar no Hotel Sheraton em Lisboa e consistiu num curso algo diferente, no qual se aliou a uma faceta mais didáctica, outra mais lúdica.

Como o próprio nome do curso indica, e ao contrário do que uma interpretação mais leviana possa levar a pensar, provaram-se vinhos em diferentes copos mostrando assim a influência que o copo em que se bebe um vinho pode ter nas sensações por nós apreendidas. Aprendeu-se então como certos copos podem realçar determinadas características dos vinhos e como certos vinhos devem ser bebidos em determinados copos, para que deles possamos extrair o máximo de sensações agradáveis.

Na vertente mais lúdica, mas ao mesmo tempo didáctica, realizaram-se alguns “jogos vínicos” em estreia absoluta, como foi o caso do “Sudowine” ou do “Casino do Vinho”. Estes jogos para além de animar a noite colocaram à prova as capacidades sensoriais dos participantes.

A meio da noite houve ainda oportunidade de saborear uma excelente ceia, com uma grande diversidade de queijos e doces. Por fim o pequeno-almoço decorreu no restaurante do hotel e os participantes foram para casa, para um merecido descanso.

 

 

Viagem ao Douro:

A APJE está de volta às viagens pelo Portugal vitivinícola. Retomámos estas actividades, que tanto sucesso tiveram já entre os alunos do ISA, com uma visita à mais antiga e mais conceituada região produtora de vinhos de Portugal – O Douro.

O Douro, que é terra vinhateira desde o tempo dos romanos, altura em que começou a ser moldada pelo Homem, para a cultura da vinha e produção de vinhos excepcionais. Deste trabalho incomensurável e dum prodígio da Natureza, nasceu uma das regiões mais belas de Portugal e com paisagens consideradas também das mais belas do Mundo.
Em 1756 o Marquês de Pombal demarcou, no território duriense, os terrenos mais propícios e as quintas com melhor aptidão para o plantio das cepas produtoras do vinho do Douro.

Desta forma a APJE considerou que o Douro é então o melhor destino para reiniciar as viagens da APJE. A viagem teve a duração de dois dias, durante os quais visitamos algumas das mais conceituadas quintas do Douro, que produzem vinhos reconhecidos à escala mundial.

Valado

No dia 13 de Maio de 2006 (Sábado), a primeira a ser visitada, foi a Quinta do Vallado, situada próximo da Régua, onde fomos excelentemente recebidos pelo Engº Francisco Ferreira, que nos conduziu a uma visita pela quinta e nos levou a provar os vinhos aí produzidos.

Após o almoço seguimos para a Quinta do Vale D. Maria, onde fomos recebidos e guiados pela quinta, e nos foi dado a provar alguns vinhos ai produzidos. Por fim fizemos uma visita à Quinta do Monte Travesso, onde foi servido um lanche e provados os vinhos produzidos pelo Engº Bernardo Nápoles.

Vargelas

No dia 14 de Maio de 2006 (Domingo), de manhã, fomos de comboio da Régua em direcção à Quinta de Vargellas, onde se produzem os melhores Vinhos do Porto da Taylor’s. Em Vargellas fomos estraordináriamente recebidos pelo Engº Raul Riba D’Ave, que nos guiou na visita às vinhas e à adega e nos deu a provar os excelentes vinhos aí produzidos. Terminá-mos com um almoço e um agradável convívio.

 

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Nova Direcção da APJE:

A Associação Portuguesa de Jovens Enófilos (APJE) tem uma nova direcção. Foi na Assembleia Geral do passado dia 17 de Fevereiro de 2006 que foi eleita esta direcção, cuja constituição é completamente nova, que vem trazer ideias novas e renovar energias para executar algumas já antigas, dando continuidade ao trabalho das anteriores direcções e ao mesmo tempo inovando e apostando numa dinâmica de proximidade e afirmação.

É neste momento, em que os jovens portugueses são cada vez mais atraídos por outras bebidas, que não fazem parte da nossa cultura, e se distanciam do vinho, que a APJE tem que estar preparada para lhes dar a conhecer esse produto saudável, fascinante, de grande qualidade e com tanta tradição em Portugal. Há que mostrar aos jovens os prazeres que podem tirar do consumo moderado de vinho, acabar com alguns preconceitos ainda latentes e incentivá-los a adoptar hábitos de consumo saudáveis, que ao mesmo tempo contribuem para o desenvolvimento do nosso mundo rural.

Com este objectivo a APJE continuará a promover várias actividades, entre as quais os diversos Cursos de Prova de Vinhos, que abrangem desde os curiosos (Níveis 0 e 1) até aos enófilos mais conhecedores (Nível 2 e Cursos Temáticos), passando por aqueles que acham que não há horas especiais para ter uma conversa agradável, provar um bom Vinho e aprender algo acerca deste (Curso 0 às 6).
Para além destes retomaremos actividades que há muito tempo não são realizadas, como sejam as viagens pelo Portugal vitivinícola, que levarão os participantes às vinhas e adegas onde são produzidos alguns dos melhores e mais conhecidos vinhos portugueses. Numa vertente mais didáctica, serão organizados seminários temáticos em torno do Vinho.

Por fim apostando na divulgação da imagem APJE e das actividades por ela promovidas, renovámos o site tornando-o mais dinâmico e apelativo e criando também uma newsletter, que manterá os sócios informados de tudo de novo que se passa na associação.

Saudações Enófilas